O livro mostra ainda como, a partir da Nova República, os partidos de esquerda, juntamente com as universidades, começaram a trilhar um caminho crítico, de novas propostas. E, com a tomada de algumas prefeituras, nos anos 90, algumas políticas públicas começaram a ser implementadas levando em conta os desejos reais da população. Mas, a partir do ano 2000 essas idéias inovadoras e críticas começaram a vingar e, mesmo a esquerda, no poder, entrou na roda viva do esporte como evento, comércio, espetáculo e mercadoria. No caso de Santa Catarina, Nilso analisa a gestão de João Gizzoni, do PC do B, à frente da Federação Catarinense de Esportes. As idéias novas não vingaram porque o velho modo de conduzir o esporte não morreu. E, mesmo com a esquerda no comando, a grande política do esporte em Santa Catarina continuou sendo o calendário. Nilso desvela claramente que não há planos municipais de esporte e lazer e que tudo o que os municípios fazem é seguir o calendário da Fesporte. Ele observa ainda que, mesmo quando algum município trabalha pela viabilização do esporte comunitário, esta proposta acaba ficando perdida e desprotegida diante da forma hegemônica de conduzir o esporte no estado e na própria prefeitura. No geral, as atividades que envolvem comunidades são pontuais, rituais e não tem continuidade.
Há ainda toda uma análise da formação do profissional de Educação Física. Nilso mostra como os cursos, nas universidades, vão se adequando a esta lógica do esporte como evento, a tal ponto de preparar o aluno para serem gerentes, administradores esportivos, trabalhando sempre na lógica do marquetim e do comércio, transformando assim o esporte e o lazer num mero negócio. Sem mudar esta estrutura que vem desde a formação, o professor entende que é muito difícil o estado avançar para uma proposta em que o esporte possa ser vivido pelas gentes mesmas, nas suas comunidades, e como um espaço de lazer e brincadeira.
Agora, nestes dias em que o tema da Copa do Mundo de 2014 já começa a ser incensado na mídia como um grande momento para o país, a leitura do livro de Nilso Ouriques é uma boa dose de realidade. E, apesar de o professor joaçabense ainda depositar certa esperança no Partido dos Trabalhadores (uma vez que este é depositário de todo um debate que inovou a leitura do esporte nos anos 90), as declarações da presidenta Dilma Roussef (PT) no que diz respeito à Copa do Mundo e às Olimpíadas não parecem fugir da lógica de mercado a que estão submetidos estes megaeventos. Para se ter uma idéia, a Grécia, que ainda vive uma crise sem precedentes, teve a origem das suas dívidas impagáveis com os nove bilhões de euros que pegou emprestado para as Olimpíadas de 2004. Se o Brasil caminhar nessa onda, onde poderá parar?
As respostas para o esporte catarinense não aparecem como receita no livro de Nilso Ouriques. Mas, nos diversos artigos, alguns temas apontam caminhos. Uma guinada na formação, o comprometimento social dos profissionais da educação física, políticas públicas democratizadas, mudanças radicais na lógica do pensamento esportivo, a compreensão de que o esporte e o lazer são coisas que devem estar ligadas à saúde e a alegria de viver, o fim da politicagem no setor, enfim, novas liras para novas canções. Como bem se pode perceber na análise do professor, se as velhas práticas não forem extintas, o novo não pode surgir. O máximo que se pode chegar é a um remendo mal-arranjado, e isso, não é suficiente para mudar os conceitos e as práticas nessa área. Por enquanto, tudo é miséria!
Ouriques, Nilso. A Miséria do Esporte – reflexões sobre as políticas públicas em Santa Catarina. Florianópolis: Insular, 2010
Relato de uma cultura !
Nativo do Ribeirão da Ilha, este “manezinho” conheceu o futebol a partir de seu pai que era da diretoria do clube amador próximo a sua casa, cujo nome é Santa Cruz futebol clube, que provém da religiosidade dos fundadores.Ao despertar a paixão pelo futebol, Antônio inicia sua carreira de jogador amador.Onde ajuda a cortar a grama,marcar o campo, e auxiliar em serviços de manutenção para jogar aos domingos.Neste clube, havia dois times.O primeiro e o segundo time.O primeiro time era composto pelos melhores da comunidade, sendo que dois ou três jogadores não eram da comunidade.O segundo time era formado por jogadores não tão bons quanto o primeiro time, mas sempre havia uma possibilidade de chegar ao primeiro time.Para fechar as partidas com outras comunidades existia uma pessoa que ficava a cargo desta função.No domingo da partida, a equipe adversária se deslocava até o campo de combi, caminhão ou de ônibus.Times que não tinham campo marcavam jogo com equipe que tinham.Tempos atrás, havia também conhecimento sobre o time adversário,ou seja,se o time fosse melhor que o outro, era evidente que não fecharia o jogo com este, mas marcaria o jogo com outro adversário que fosse do seu mesmo nível. Na ocorrência dessas partidas a torcida era um incentivo ao time, parentes e amigos se juntavam para apoiar seus jogadores.Mesmo com a ausência de refletores, ocorria jogo até o entardecer.Durante o relato, há um afago do entrevistado dizendo: “esse tempo que era bom”.Havia protagonista na comunidade, ou melhor, pessoas que eram símbolos e características de uma época. Nos jogos, o que valia era a confraternização e a reunião da comunidade.O entrevistado diz ao final do seu relato que o futebol amador moderno deve ser extinguido, pois só cumpri interesses individuais e não os de uma comunidade.
Nasceu o LUDENS
LUDENS (Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre Futebol e modalidades Lúdicas)
Equipe Ludopédio
Ao longo dos últimos anos, o interesse acadêmico pelo futebol e pelos esportes em geral ampliou-se em todas as áreas de investigação científica.
Desde meados da década de 1990, surgiram inúmeras publicações brasileiras que têm como tema e objeto o universo futebolístico e a temática esportiva.
Livros, teses, dissertações e artigos sobre o assunto vêm ganhando espaço dentro da produção acadêmica e editorial.
No momento em que o Brasil se prepara para sediar a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, surge o LUDENS (Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre Futebol e modalidades Lúdicas) como suporte institucional que permitirá articular e impulsionar as pesquisas sobre o futebol e diversas outras modalidades lúdicas em meio aos seus eventos mais importantes em termos de espetacularização.
A proposta é utilizar a mobilização social gerada pela Copa e pelos Jogos Olímpicos para estimular uma produção científica mais sistemática, crítica e de caráter interdisciplinar.
A formação do LUDENS é fruto de uma série de iniciativas individuais e coletivas de estudos e pesquisas sobre futebol que remontam ao final da década de 1990.
A partir da disciplina História Sociocultural do Futebol, oferecida anualmente, desde 2003, pelo professor Flavio de Campos no Programa de Pós-Graduação em História Social da FFLCH/USP, alunos de diversos programas de pós-graduação organizaram o grupo de estudos intitulado GIEF (Grupo Interdisciplinar de Estudos sobre Futebol).
Historiadores, antropólogos, geógrafos e educadores físicos encontraram um eixo em comum que lhes permitiu a formação do grupo de caráter interdisciplinar com o objetivo de promover leituras, atividades de pesquisa, bem como a participação e a organização de eventos acadêmicos relacionados ao futebol e outras modalidades lúdicas.
Além disso, parte de seus integrantes organizou um portal especializado em pesquisas sobre futebol (www.ludopedio.com.br).
Embora a USP tenha sido o foco inicial de constituição do grupo, a formação do LUDENS sediado na USP propõe-se a reunir pesquisadores de diversas universidades paulistas (públicas e privadas) – PUC/SP, Unicamp, UFSCAR, UNESP e Unifesp -, e parcerias com universidades estrangeiras – University of Bristol/Inglaterra.
A experiência acumulada pelos proponentes revela a possibilidade de um tratamento interdisciplinar do tema na proposição de ações de conteúdo acadêmico, tais como a organização de seminários, simpósios e livros.
Ao mesmo tempo, são previstas iniciativas que visam contribuir para a valorização desse esporte em viés diferenciado do atual tratamento a ele oferecido, fundamentalmente mercadológico, por meio de parcerias, em especial do Museu do Futebol.
Desde já, cabe destacar a participação de diversos membros do LUDENS na coordenação e organização do I Simpósio de Estudos do Futebol realizado pelo Departamento de História da USP em parceria com a PUC-SP e o Museu do Futebol, em maio de 2010.
Além disso, cabem menções à organização do Dossiê História e Futebol publicado na Revista de História do Departamento de História da Universidade de São Paulo.
A proposta de criação do LUDENS visa configurar, portanto, um centro de referência de estudos sobre futebol e demais modalidades lúdicas considerando a relevância do tema em face de dois principais aspectos:
a) a proximidade da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos a serem realizados no Brasil;
b) a importância do esporte para a sociedade brasileira, bem como sua centralidade para a compreensão de inúmeros fenômenos socioculturais a ela relacionados.
A partir da compreensão do esporte como fenômeno social total, a nossa proposta é abordá-lo em sua diversidade de práticas, significações, representações e formas de torcer.
Equipe Ludopédio
Ao longo dos últimos anos, o interesse acadêmico pelo futebol e pelos esportes em geral ampliou-se em todas as áreas de investigação científica.
Desde meados da década de 1990, surgiram inúmeras publicações brasileiras que têm como tema e objeto o universo futebolístico e a temática esportiva.
Livros, teses, dissertações e artigos sobre o assunto vêm ganhando espaço dentro da produção acadêmica e editorial.
No momento em que o Brasil se prepara para sediar a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, surge o LUDENS (Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre Futebol e modalidades Lúdicas) como suporte institucional que permitirá articular e impulsionar as pesquisas sobre o futebol e diversas outras modalidades lúdicas em meio aos seus eventos mais importantes em termos de espetacularização.
A proposta é utilizar a mobilização social gerada pela Copa e pelos Jogos Olímpicos para estimular uma produção científica mais sistemática, crítica e de caráter interdisciplinar.
A formação do LUDENS é fruto de uma série de iniciativas individuais e coletivas de estudos e pesquisas sobre futebol que remontam ao final da década de 1990.
A partir da disciplina História Sociocultural do Futebol, oferecida anualmente, desde 2003, pelo professor Flavio de Campos no Programa de Pós-Graduação em História Social da FFLCH/USP, alunos de diversos programas de pós-graduação organizaram o grupo de estudos intitulado GIEF (Grupo Interdisciplinar de Estudos sobre Futebol).
Historiadores, antropólogos, geógrafos e educadores físicos encontraram um eixo em comum que lhes permitiu a formação do grupo de caráter interdisciplinar com o objetivo de promover leituras, atividades de pesquisa, bem como a participação e a organização de eventos acadêmicos relacionados ao futebol e outras modalidades lúdicas.
Além disso, parte de seus integrantes organizou um portal especializado em pesquisas sobre futebol (www.ludopedio.com.br).
Embora a USP tenha sido o foco inicial de constituição do grupo, a formação do LUDENS sediado na USP propõe-se a reunir pesquisadores de diversas universidades paulistas (públicas e privadas) – PUC/SP, Unicamp, UFSCAR, UNESP e Unifesp -, e parcerias com universidades estrangeiras – University of Bristol/Inglaterra.
A experiência acumulada pelos proponentes revela a possibilidade de um tratamento interdisciplinar do tema na proposição de ações de conteúdo acadêmico, tais como a organização de seminários, simpósios e livros.
Ao mesmo tempo, são previstas iniciativas que visam contribuir para a valorização desse esporte em viés diferenciado do atual tratamento a ele oferecido, fundamentalmente mercadológico, por meio de parcerias, em especial do Museu do Futebol.
Desde já, cabe destacar a participação de diversos membros do LUDENS na coordenação e organização do I Simpósio de Estudos do Futebol realizado pelo Departamento de História da USP em parceria com a PUC-SP e o Museu do Futebol, em maio de 2010.
Além disso, cabem menções à organização do Dossiê História e Futebol publicado na Revista de História do Departamento de História da Universidade de São Paulo.
A proposta de criação do LUDENS visa configurar, portanto, um centro de referência de estudos sobre futebol e demais modalidades lúdicas considerando a relevância do tema em face de dois principais aspectos:
a) a proximidade da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos a serem realizados no Brasil;
b) a importância do esporte para a sociedade brasileira, bem como sua centralidade para a compreensão de inúmeros fenômenos socioculturais a ela relacionados.
A partir da compreensão do esporte como fenômeno social total, a nossa proposta é abordá-lo em sua diversidade de práticas, significações, representações e formas de torcer.
por Juca Kfouri às 14:04
MENSAGEM AO GECUPOM
O Movimento Popular e Cultural que os Estudos deste Grupo propõe, em princípio, inverte a lógica sobre a qual se assenta de modo geral o entendimento e a prática do esporte, especificamente, do futebol. Sua inserção estende-se desde a “pelada” nos morros da comunidade, passando pela base até chegar ao alto rendimento, configurando uma grande e ampla teia que se entrelaça tecendo os pilares de um coletivo que se sabe educador, em todas as instâncias e em todos os momentos.
O Gecupom trabalha com o futebol não como movimento técnico, mas como técnicas em movimento (como construção constante) nas interfaces e entrelaçamentos das diversas relações, sentidos e significações que o engendram no contexto da cultura. Pois, está ciente de que no universo do esporte o campo de jogo não está reduzido à várzea ou ao estádio, ele inclui também diversos interesses políticos, mercadológicos, comerciais, midiáticos, trabalhistas, dentre outros. Um campo de jogo com atuação de muitos juízes que arbitram a favor de si mesmos, tendo como adversários o coletivo. Visualizando esses conflitos de interesses, o Gecupom se coloca em movimento, como coletivo educador capaz de redimensionar essa forma de manifestação da cultura que é o futebol, como campo de possibilidades de jogar um outro jogo, a partir de novas experimentações e re-significações de suas configurações técnicas e sócio-culturais no próprio campo do jogo, ou seja, através do movimento, ora na forma de estranhamento, ora na forma de entranhamento de seus (ou novos!) valores e regras.
Sendo assim, o Gecupom ao estudar a cultura popular e de movimento se entranha nos movimentos sociais e se coloca em movimento para propor um jogo mais democrático e humano, tanto nos campos gramados quanto nos campos da vida.
E, compartilhando nessa jogada, espero que possamos juntos acertar esse gol, mas ao vencermos, saberemos todos campeões.
Ilha da Magia, 08 de abril de 2011
Cristiane Ker
Passando o ano a limpo!!
Estamos encerrando mais um ano de muito trabalho e estudo. O GECUPOM está entrando em férias, mas nosso blog continua. Durante todo o ano, tivemos diversas atividades que fizeram o tema futebol ser um tema de diversos debates e interlocuções em nosso espaço acadêmico. Entre as diversas atividades que desenvolvemos, destacamos:
1) Visita ao Observatório de Políticas Públicas de Educação Física, Esporte e Lazer da UNICAMP, cumprindo a seguinte pauta: a) Reunião com o Prof. Dr. Lino Castellani Filho e o Prof. Doutorando Wilson Lino da UFG (Universidade Federal de Goiânia), quando foram tratados os termos da minuta de cooperação técnica-científica ser estabelecida entre o Vitral Latino Americano de Educação Física Esportes e Saúde, GECUPOM/Futebol e o Observatório de Políticas Públicas da Unicamp, e b) reunião com o Prof. Lino Castellani onde foram estabelecidas as ações do Vitral, do Gecupom e do Observatório para consolidação de uma rede de trocas e inserções de seus membros com o Brasil e América Latina.
2) Reunião com o Prof. João Paulo Medina (Coordenador do sitio Universidade do Futebol) com o objetivo de estabelecer ações em comum para tratar, de forma especifica, as políticas de ciência e cultura do futebol brasileiro, e também acordar ações conjuntas para tratar os mega-eventos no Brasil: Copa do Mundo 2014, e Olimpíadas 2016.
3) Criação deste blog como local de socialização de conhecimentos, informações de nossas atividades e trabalhos produzidos.
4) Realização do “Painel”: “Copa o Mundo e Democratização do Esporte” com os Prof. Lino Castellani (UNICAMP) e Nilson Ouriques (UNIOESTE), onde foram abordados os dilemas para a democratização das práticas do esporte.
5) Produção de Audiovisual temático: Por ocasião da XI Semana da Educação Física da UFSC, o Prof. João Paulo Medina gentilmente nos cedeu uma entrevista em que foi exposto informalmente, as relações estabelecidas entre Educação Física, Futebol, Gestão Desportiva e Copa do Mundo. Este material encontra-se disponível aqui neste blog.
6) Realização de viagem de Intercâmbio: No período de 20 de agosto a 07 de setembro, o Prof. Paulo Capela, um dos coordenadores do GECUPOM, viajou por alguns países da América Latina (Cuba, Venezuela, Equador e Argentina) para divulgar as atividades deste grupo, e construir parcerias acadêmicas/cientificas com estas instituições (Vide matéria neste blog).
7) Realização de palestra aos profissionais das Categorias de Base do Figueirense Futebol Clube, atendendo ao convite do coordenador da base Carlos Homrich, quando foi abordado a seguinte temática: “Elementos estruturais para o gerenciamento técnico científico de Categorias de Base em clubes de futebol”.
8) Realização das Oficinas de futebol: Foram realizadas no dia 21 de Outubro no auditório do CDS/UFSC, cujo tema articulador foi “A questão da interdisciplinariedade nas dimensões do futebol profissional”.
9) Orientação, defesa e banca de trabalhos acadêmicos (TCC) defendidos no final deste semestre/2010, entre eles a defesa de um dos integrantes de nosso grupo o acadêmico Lucas Klein.
10) Participação dos membros do GECUPOM em Oficina de Produção Audiovisuais, coordenada pelo Laboratório de Mídia da UFSC (Labomídia).
11) Assessoria de nossos acadêmicos às equipes participantes na SC CUP/ 2010, categoria Sub -16.
12) Apresentação de trabalhos científicos pelos acadêmicos Lucas Klein e Marco A. Lopes, no Simpósio - “Futebol: Espetáculo e Corporalidade” promovido pelo Núcleo de Antropologia Audiovisual e estudos de Imagem da UFSC.
Boas Férias à todos!
Acontecendo...
Vale conferir nos dias 15 e 16 de dezembro este Simpósio de futebol promovido pelo Núcleo de Antropologia Audiovisual e Estudos da Imagem da UFSC, coordenado pela Prof. Carmem Silvia Rial. Toda a programação está disponível no link abaixo.
http://navi.paginas.ufsc.br/eventos/simposio-sobre-futebol-espetaculo-e-corporalidade/
http://navi.paginas.ufsc.br/eventos/simposio-sobre-futebol-espetaculo-e-corporalidade/
Nestes dias de SC CUP
Nestes dias de SC CUP, conhecemos algumas pessoas, fizemos algumas amizades, e tivemos algumas interessantes conversas. Uma destas interessantes conversas, foi com o Sr. Newton Mota Nunes, Superintendente da Divisão de Base do Esporte Clube Bahia. Falávamos sobre as categorias de base, e o Sr. Newton comentava que apesar dos clubes formarem muitos jogadores de qualidade em suas bases, o jogador de futebol não é mais o mesmo. Para ele, embora as bases de alguns grandes clubes no cenário nacional ofereçam todas as condições para os jogadores chegarem ao profissional, ainda falta um "tempero" especial: a experiência da "pelada" de rua. O E.C. Bahia conta hoje com as escolinhas, e categorias de base de sub-11 á sub-17. Seu Newton comentava que com a urbanização das cidades, os campinhos de "pelada" desapareceram, e com isto perdeu-se muito do futebol brasileiro. A base, dá uma formação, o futebol de "campinho de rua", dá outra, comentava ele. O jogador chega para treinar nas escolinhas ou na base dentro do carro do pai, com seus tênis, calção e camiseta de marcas, treina num campinho apropriado, com bolas novas e após o treino, vai embora para casa jogar videogame. No “campinho”, o futebol acontece durante 2 ou 3 horas seguidas. Seu Newton valoriza este ambiente cultural como um autêntico formador de jogadores. Diz ele que é lá, jogando muitas vezes de chinelo de dedo, campo irregular, no chão batido, que o menino desenvolve uma outra forma de jogar futebol que não são aprendidas nem ensinadas nas escolinhas. O E.C. Bahia segundo ele, possui núcleos de futebol espalhados, a fim de selecionar estes meninos, mas comenta que estes espaços estão ficando cada vez mais raros, e a bola, fora das escolinhas dos clubes não é mais o grande atrativo para a garotada como era alguns anos atrás. Diante dos computadores, videogames e telefones, poucas crianças pedem uma bola de presente para o pai. Faz ele uma intrigante pergunta: você tem visto nesta época de final de ano algum comercial de bola? Você tem visto alguma propaganda de promoção de bolas? Seu Newton é engenheiro, e deixou a profissão para se dedicar profissionalmente e integralmente no gerenciamento da base do E.C. Bahia.
ATINGIMOS OS 1000 VISITANTES
Passamos dos 3 dígitos! Atingimos a casa dos mil visitantes. Para muitos blogs, atingir esta marca, pode ser algo corriqueiro, mas para nós do GECUPOM, atingir esta marca é um motivo de alegria coletiva. Desde a criação deste blog, em meados deste ano de 2010, não tinhamos como pretensão atingir esta ou aquela marca, mas sermos apenas um blog de divulgação de nossas atividades e produções de textos ou trabalhos de pesquisa. Estamos fechando o ano de 2010, e atingirmos este número de visitantes, nos deixa muito alege e orgulhosos, pela modesta pretensão que tem este blog. Tivemos visitantes de inúmeras cidades brasileiras, mas como grata surpresa tivemos também visitas do exterior, de países como Portugal, Reino Unido, Alemanha, assim como cidades como California, Florida e Quito. Agradecemos aqueles que por curiosidade ou por serem nossos acompanhantes assíduos nos gratificaram com suas visitas. A todos, nosso MUITO OBRIGADO!
GECUPOM/Futebol.
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